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Meditação para o combate à ansiedade

Meditação para o combate à ansiedade

O Brasil é um dos cinco países com mais pessoas ansiosas no mundo. O pensamento pode ser o começo da síndrome do pânico e da ansiedade, assim como o inverso.

A meditação pode ser definida como uma prática na qual o indivíduo utiliza técnicas para focar sua mente num objeto, pensamento ou atividade em particular, visando alcançar um estado de clareza mental e emocional.

Meditação para o combate à ansiedade: estudo

Um estudo realizado em 1995 pelo psiquiatra John Miller, na Divisão de Medicina Preventiva da Universidade de Massachusetts, com 22 pacientes diagnosticados com ansiedade e pânico comprovou que a meditação é uma poderosa aliada no combate à ansiedade.

Durante oito semanas os voluntários que participaram do programa de redução do estres­se, com base em mindfulness, sendo avaliados quatro vezes durante o estudo – na triagem, antes da intervenção, logo depois da interven­ção e três anos mais tarde.

A ideia de mindfulness, central no pensamento budista, refere-se a uma conscien­tização cuidadosa dos próprios pensamentos e emoções, fundamental na meditação. A prática busca promover uma forma de consciência de pensamentos negativos na qual qualidades como aceitação, descentralização e desapego favorecem a capacidade de refletir e influenciar as próprias experiências cognitivas.

Não apenas houve melhoras estatísticas e clínicas significativas nos sintomas tanto subjetivos quanto objetivos de ansiedade e depressão, mas confirmou-se que os resultados persistiram por mais três anos para os que continuaram a praticar. Os autores concluíram que a terapia ajuda a “reestruturar o conteúdo dos pensamentos para alcançar uma relação entre pensamento, estado emocional e ação mais acurada e adaptativa”.

O estudo mostra que a meditação mindfulness tem em comum com a terapia cognitiva a proposta de aguçar a percepção de si e do ambiente, aju­dando a clarear o raciocínio e as emoções. As duas abordagens consideram também que, se o indivíduo for capaz de mudar sua relação com os próprios pensamentos, poderá alterar padrões de comportamento autodestrutivos.

Outro estudo realizado por Jon Kabat-Zinn, que desde 1992 investiga o tema no Departa­mento de Psiquiatria da Universidade de Massa­chussetts, confirmou as conclusões de Miller.

Em sua pesquisa, pacientes ansiosos também foram submetidos ao programa de redução de estresse baseado em mindfulness durante oito semanas ininterruptas. Os resultados mostraram reduções significativas na ansiedade, depressão e fobias em pacientes diagnosticados com transtorno de ansiedade generalizada e pânico.

E a maioria dos voluntários continuou com a prática de meditação e disse acreditar no valor duradouro do programa. Os autores observaram que a taxa de desistência foi muito baixa, indicando que a prática foi bem aceita pelos pacientes.

Um trabalho mais recente, realizado em 2007 na Universidade de Pochon-Cha, na Coreia do Sul, investigou os efeitos da meditação mindful­ness em 46 pessoas diagnosticadas com transtor­no de ansiedade generalizada e pânico, algumas das quais sofriam de agorafobia, caracterizada pelo medo de lugares e situações que possam causar pânico, impotência ou constrangimento.

Os participan­tes foram divididos em dois grupos, sendo um deles submetido à redução de estresse baseado em mindfulness e o outro, ao programa de edu­cação em ansiedade. Comparado ao grupo de educação, o grupo que praticou meditação mos­trou melhoras significativas em todas as escalas que mensuram ansiedade.

Esses e tantos outros estudos presentes na literatura evidenciam os efeitos dessa prática nos níveis de ansiedade de pacientes ansiosos e sujeitos normais. No entanto, algumas dessas pesquisas apresentam falhas metodológicas e experimentais, sendo necessária a constante replicação desses resul­tados e formulação de novos experimentos.

Es­tudo de 2008, realizado pela pesquisadora Susan Evans, na Universidade Médica Weill Cornell, em Nova York, obteve resultados semelhantes com pacientes que sofriam de transtorno de ansiedade generalizada.

Há algumas décadas, pesquisadores vêm apontando a ligação entre meditação e a te­rapia cognitivo-comportamental.

Em 2002, a Associação de Terapia Comporta mental e Cognitiva (então Associação para o Progresso da Terapia Comporta mental) publicou uma edição especial dedicada à integração da filo­sofia budista a essa abordagem psicoterápica. Os autores argumentam que interpretações budistas para o sofrimento estão intimamente relacionadas a deduções embasadas no conhecimento a respeito do “eu”.

Conclusão

A meditação pode ajudar no tratamento. A ansiedade nada mais é do que um medo e preocupação em relação ao futuro, ou seja, alimentada pela imaginação. A meditação pode impedir esses devaneios que alimentam a ansiedade. Ela ajuda a pensar de forma mais racional e a encarar os problemas sem julgamentos, dando para eles o tamanho que eles têm.

Crise de pânico é um evento súbito e intenso de ansiedade. dispara o coração, sobe a pressão, respiração fica curta, falta de ar, corpo sua frio, dá taquicardia. Quando a crise acontece de forma espontânea e repetidamente, ela passa a ser considerada síndrome do pânico. Isso acontece por uma desregulação do sistema de alarme, que fica na amígdala central.

Equipe geração fit

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Natália Oliveira

Natália Oliveira, apaixonada pelo universo Fitness feminino e toda magia que envolve "SER MULHER". Secretária Executiva, esposa e empreendedora digital.

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