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Flora Bacteriana Aumentada – O Que Significa?

O nosso organismo apresenta uma grande variedade de micro-organismos como bactérias, vírus e fungos, e apesar da relação desses seres vivos com o desenvolvimento de doenças, nem sempre micro-organismos são vilões para a nossa saúde.

Na verdade, a flora bacteriana é um conjunto de bactérias que vive no nosso corpo para promover diversos benefícios para a saúde. Elas ajudam o nosso sistema digestivo a digerir os alimentos, absorver os nutrientes e ainda fortalecem o nosso sistema imunológico, evitando o surgimento de várias doenças como obesidade, diabetes, depressão e até câncer de cólon.

Alguns exames de rotina são capazes de analisar a quantidade de bactérias presentes em órgãos importantes como o intestino. Nesses exames, algumas pessoas recebem a notícia de que estão com a flora bacteriana aumentada. Você sabe o que isso significa? Vamos explicar o que é uma flora bacteriana aumentada e mostrar se isso é motivo de preocupação ou não e o que pode ser feito para normalizar a situação.

O que é a flora bacteriana?

Flora é um termo científico criado para indicar um grupo de plantas ou de micro-organismos em geral. No caso da flora bacteriana, trata-se de um grupo composto por bactérias que estão presentes naturalmente no corpo humano. Existem floras bacterianas em vários compartimentos do nosso organismo. As bactérias se concentram na flora vaginal nas mulheres, na pele e no intestino.

Além de flora bacteriana, outros termos como microbiota, microflora, bactérias do intestino ou flora intestinal podem ser usados para citar essas bactérias.

Inclusive, o termo flora bacteriana pode ser usado como sinônimo de flora intestinal porque as bactérias que vivem no intestino são as que mais impactam nossa saúde e bem-estar. Além de manter o sistema digestivo em pleno funcionamento, essas bactérias afetam o metabolismo em geral, o sistema imunológico e o até o humor.

Bactérias do intestino

Além das bactérias, o órgão também abriga outros micro-organismos como vírus e fungos. Apesar da presença desses outros micróbios, as bactérias são as mais estudadas e é sobre elas que vamos falar neste artigo.

A maioria dos micro-organismos presentes no intestino é encontrada dentro de um compartimento no intestino grosso chamado de ceco. Segundo estudo de 2010 publicado na renomada revista científica Nature e um estudo recente de revisão publicado em 2016 na PLos Biology, existem mais bactérias do que células no organismo humano. Há cerca de 40 trilhões de bactérias e 30 trilhões de células humanas no corpo.

Para ter uma ideia da complexidade da microbiota, existem mais de mil espécies de bactérias na flora intestinal, com cada uma delas desempenhando um papel diferente. De acordo com pesquisa publicada no periódico científico Cell Host & Microbe, a maioria dessas bactérias são importantes para a nossa saúde e a minoria pode causar doenças.

Flora bacteriana aumentada – O que significa?

A primeira coisa que devemos ter em mente antes de nos assustar com um exame de urina ou de fezes que traz o termo flora bacteriana aumentada, é que cada indivíduo tem uma flora intestinal única. A microbiota de uma pessoa é determinada por vários fatores que incluem a herança genética, o ambiente ao qual você está exposto, a sua dieta e o seu estilo de vida.

A flora intestinal deve estar em equilíbrio já que a presença de bactérias a mais ou a menos do que o considerado normal pode deixar o corpo mais suscetível a doenças e complicações no metabolismo.

Apresentar uma flora bacteriana aumentada significa que você tem mais bactérias do que o considerado normal no organismo. Isso pode significar:

  • Alterações na dieta como o uso excessivo de probióticos;
  • Quadro infeccioso no trato urinário;
  • Problema no intestino.

Assim, ter uma flora bacteriana desequilibrada, condição chamada de disbiose, pode causar vários problemas de saúde, como:

Algumas vezes, a flora bacteriana aumentada é apenas uma característica do seu metabolismo ou um erro no resultado do exame. Assim, se você não apresenta nenhum sintoma, repita o exame antes de tirar conclusões precipitadas. No entanto, se você sentir algum sintoma, pode ser que exista realmente um desequilíbrio na flora bacteriana impactando a sua saúde.

Relação da flora bacteriana com o desenvolvimento de doenças

Vários estudos mostram que pessoas que estão doentes podem ter diferentes bactérias no intestino. Assim, uma pessoa com algum distúrbio de saúde pode ter um desequilíbrio na flora bacteriana, que pode ser um aumento ou uma redução de bactérias ou, ainda, um desequilíbrio entre diferentes espécies.

Existem bactérias que mesmo em grandes quantidades não causam nenhuma doença porque são bactérias saudáveis, enquanto outras podem causar muito mal à saúde. É essencial que o médico saiba avaliar a contagem de bactérias para fazer o diagnóstico correto.

1. Obesidade, diabetes e doenças cardíacas

As bactérias que vivem no intestino podem afetar o metabolismo. Uma flora bacteriana aumentada pode fazer com que as fibras sejam transformadas em ácidos graxos, um tipo de gordura que pode se acumular no fígado em grandes quantidades. Esse acúmulo de gordura pode causar doenças como diabetes do tipo 2, síndrome metabólica, doenças cardiovasculares e obesidade.

Diabetes

Segundo estudo de 2015 publicado no Cell Host & Microbe feito com 33 bebês que tinham um risco geneticamente alto de desenvolver diabetes do tipo 1, a diversidade da flora bacteriana diminuiu subitamente antes do início da doença. Além disso, os níveis de bactérias não saudáveis aumentaram.

Outra pesquisa mostrou que os níveis de açúcar no sangue também podem variar muito de acordo com os tipos de bactérias encontradas no intestino.

Obesidade

Segundo estudo de 2016 publicado no periódico científico Postgraduate Medical Journal, a disbiose no intestino pode contribuir para o ganho de peso. Estudo publicado na revista Science em 2014 envolvendo irmãos gêmeos idênticos com a mesma herança genética mostrou que quando comparadas, as floras bacterianas de um irmão saudável com a do irmão obeso eram diferentes. Isso sugere que as diferenças na microbiota não são genéticas, mas que devem ter relação com o estilo de vida e a dieta.

O uso de probióticos na dieta tende a restaurar o equilíbrio natural da flora bacteriana e ajudar na perda de peso.

Saúde cardiovascular

Um estudo publicado no Circulation Research em 2015 realizado com 1.500 pessoas mostrou que o microbioma desempenha um papel essencial na regulação dos níveis do colesterol do tipo HDL (colesterol bom) e de triglicérides. Bactérias como os Lactobacillus contribuem para a redução do colesterol, reduzindo os riscos de problema cardíacos.

No entanto, algumas espécies de bactérias convertem nutrientes encontrados em fontes alimentícias de origem animal como a colina e a L-carnitina, produzindo um composto químico chamado de N-óxido de trimetilamina (TMAO). Altos níveis de TMAO contribuem para o bloqueio das artérias, sendo um fator de risco para ataques cardíacos ou derrames. Por isso é tão importante manter um equilíbrio entre as várias espécies de bactérias presentes na flora bacteriana.

2. Artrite

Pessoas com artrite reumatoide parecem ter maiores quantidades de bactérias intestinais inflamatórias do que pessoas que não sofrem da inflamação nas articulações.

3. Ansiedade, depressão e autismo

Pesquisas sugerem que há uma ligação entre bactérias intestinais e o desenvolvimento de distúrbios que afetam o sistema nervoso central como ansiedade, depressão e autismo. Isso ocorre porque o intestino apresenta terminações nervosas que se comunicam com o cérebro. Assim, um desequilíbrio na flora bacteriana pode prejudicar a conexão chamada de eixo intestino-cérebro.

A serotonina, neurotransmissor que ajuda a regular funções como o sono, o humor e o apetite, é produzida também no intestino. Assim, uma microbiota intestinal desregulada pode influenciar no desenvolvimento de sintomas de depressão e ansiedade.

4. Câncer de cólon

Estudos indicam que pessoas com câncer de cólon apresentam uma microbiota intestinal diferente de outras pessoas. Indivíduos com esse tipo de câncer têm níveis mais altos de bactérias causadoras de doença em relação a pessoas saudáveis.

5. Doenças inflamatórias intestinais

Doenças que são caracterizadas por uma inflamação no intestino como a doença de Crohn e colite ulcerativa costumam ocorrer em pessoas com níveis mais baixos de bactérias intestinais anti-inflamatórias.

De acordo com estudo da Scientific Reports de 2015, as bactérias em excesso no organismo podem produzir mais gases e resíduos do que o normal e isso resulta em sintomas de desconforto intestinal. Além disso, um desequilíbrio de bactérias pode causar doenças como a síndrome do intestino irritável e doença inflamatória intestinal.

Pesquisa publicada em 2008 na revista científica World Journal of Gastroenterology mostra que tomar probióticos contendo Bifidobacteria e Lactobacillus pode reduzir esses desconfortos e alguns sintomas relacionados com o intestino inflamado.

Principais sintomas da flora bacteriana aumentada

Se além da alteração em exames de rotina você sentir algum dos sintomas abaixo, pode existir um quadro infeccioso que precisa ser tratado.

  • Odor diferente na urina ou nos órgãos sexuais;
  • Dores abdominais;
  • Cólicas;
  • Gases;
  • Diarreia;
  • Mudança de cor ou consistência nas fezes.

Causas 

Não se sabe ao certo por que ocorre um aumento de bactérias no organismo, mas especialistas acreditam que maus hábitos podem impactar o funcionamento do metabolismo e causar a flora bacteriana aumentada. Alguns hábitos como fumar, ingerir álcool em excesso e uma dieta pobre em fibras e nutrientes pode danificar o organismo e alterar o funcionamento normal da flora bacteriana.

Diagnóstico e tratamento

O médico irá analisar os seus sintomas, se existirem, e os resultados de exames de urina e de fezes. Se constatada uma alta contagem de bactérias, ele pode solicitar outros exames para complementar o diagnóstico.

Se for diagnosticada uma doença, pode ser necessária a intervenção com antibióticos para tratar a infecção. Assim, se o médico constatar que você tem uma infecção intestinal ou infecção urinária, ele deve prescrever um antibiótico.

No caso da infecção urinária, por exemplo, a quantidade de leucócitos e nitritos também tende a aumentar no exame de urina, facilitando o diagnóstico. Os leucócitos são glóbulos brancos que defendem o organismo contra infecções e o aumento deles sinaliza que existe uma infecção em curso no organismo. Já o nitrito aumenta por causa das bactérias em excesso que convertem o nitrato em nitrito, alterando o equilíbrio normal dessas substâncias.

Se não houver sintomas e não for detectado nenhum tipo de infecção, o tratamento não é necessário e devem ser feitas algumas mudanças na alimentação para restabelecer o equilíbrio na flora intestinal.

Importância de uma flora bacteriana equilibrada

Assim que chegam ao mundo, os bebês que nascem de parto normal já são expostos à flora bacteriana vaginal da mãe. Estudos recentes publicados entre 2014 e 2017 indicam que mesmo os bebês que não nascem naturalmente têm contato com alguns micróbios ainda dentro do útero da mãe.

Depois disso, o leite materno nos primeiros meses de vida ajuda a fortalecer o sistema imunológico do bebê e a promover o desenvolvimento da sua flora bacteriana, que tende a ficar cada vez mais diversificada.

A exposição ao ambiente externo e a alimentação da criança nos primeiros meses e anos de vida influenciam e muito a flora bacteriana. Por isso é tão importante que mulheres grávidas e amamentando não consumam bebida alcoólica, não fumem e tenham uma alimentação equilibrada, já que tudo isso influencia a saúde e o desenvolvimento do bebê.

Quando a criança começa a se alimentar de alimentos além do leite materno, é importante oferecer alimentos ricos em fibras e evitar alimentar a criança com produtos industrializados ou pobres em nutrientes.

Para se ter uma ideia da importância da flora bacteriana no nosso organismo, ela pode impactar o metabolismo de vários processos no nosso corpo, como:

  • Digestão do leite materno: Bactérias chamadas de Bifidobacterias se desenvolvem no intestino do bebê para ajudá-lo a digerir os açúcares saudáveis presentes no leite materno que são essenciais para o crescimento da criança.
  • Saúde intestinal: Algumas bactérias são necessárias para digerir as fibras dietéticas e produzir ácidos graxos de cadeia curta que têm grande importância para a saúde intestinal. Além disso, a fibra ajuda a prevenir problemas como obesidade, doenças cardíacas, diabetes e até reduzir o risco de desenvolver câncer.
  • Sistema imunológico: A flora bacteriana também influencia diretamente o bom funcionamento do sistema imunológico. A presença de boas bactérias no intestino pode ajudar o sistema imunológico a combater infecções e evitar o desenvolvimento de doenças.
    Além disso, bactérias intestinais criam uma espécie de revestimento no intestino grosso, atuando como um filtro de toxinas e substâncias prejudiciais para a saúde. Quando não há bactérias suficientes para cumprir essa função, o intestino fica vulnerável à entrada de compostos nocivos, podendo causa a síndrome do intestino permeável, por exemplo.
  • Saúde cerebral: Segundo pesquisa publicada em 2012 no periódico científico Nature Reviews: Neuroscience, a microbiota intestinal pode afetar o sistema nervoso central e, consequentemente, controlar a função cerebral e permitir que tudo funcione corretamente.
  • Estímulo ao metabolismo: A nossa flora intestinal também desempenha um papel muito importante no suprimento de vitaminas e nutrientes em geral. Algumas bactérias são capazes de digerir carboidratos que não são digeridos pelo nosso sistema digestivo, fornecendo mais nutrientes e evitando o acúmulo de gordura no organismo.

Algumas dicas para manter a flora bacteriana saudável

Normalmente, não é preciso se entupir de medicamentos para normalizar a quantidade de bactérias no seu intestino. Abaixo, selecionamos algumas dicas para ter uma boa variedade de bactérias saudáveis no seu organismo, até mesmo para evitar uma flora bacteriana aumentada.

1. Variar os alimentos

Não coma sempre a mesma coisa. Varie suas refeições como almoço e jantar para que você tenha um microbioma diversificado cumprindo todas as funções necessárias. Alimentos como leguminosas, frutas e feijões são ricos em fibras e podem ajudar a manter níveis adequados de Bifidobacterias saudáveis que ajudam na digestão.

2. Use alimentos fermentados

Alimentos e bebidas fermentadas como o iogurte, o kefir e o chucrute contêm bactérias saudáveis em sua composição. Segundo uma pesquisa de 2012 publicada no The British Journal of Nutrition, a presença de bactérias saudáveis como os Lactobacillus em bebidas fermentadas ajuda a combater bactérias nocivas para a saúde, evitando o desenvolvimento de doenças intestinais.

3. Evite adoçantes artificiais

De acordo com um estudo publicado na revista científica PLoS One em 2014, o uso de adoçantes sintéticos como o aspartame aumenta os níveis de açúcar no sangue e isso pode estimular o crescimento de bactérias nocivas para a saúde, como as Enterobacteriaceae.

4. Consuma alimentos prebióticos

Além dos probióticos, que são alimentos e bebidas que já contêm bactérias em sua composição, os prebióticos são alimentos capazes de estimular a proliferação de bactérias saudáveis. Segundo estudo de 2013 publicado na revista Gut, alimentos ricos em prebióticos como bananas, alcachofras, aspargos, maçãs e aveia ajudam a manter um equilíbrio na flora bacteriana.

5. Amamentar por 6 meses

A amamentação é uma fase da vida muito importante para o bom desenvolvimento da microbiota intestinal da criança. De acordo com estudo publicado em 2016 no periódico JAMA Pediatrics, crianças que são amamentadas por pelo menos 6 meses têm Bifidobacterias mais benéficas do que aquelas que usam fórmula nos primeiros meses de vida.

No entanto, se não for possível amamentar, basta conversar com um pediatra para decidir a melhor forma de garantir o desenvolvimento da flora bacteriana do bebê.

6. Coma grãos integrais

Os grãos integrais são alimentos ricos em fibras e carboidratos benéficos para a saúde que são digeridos pelas bactérias que vivem no intestino. Isso ajuda a evitar problemas relacionados ao controle do peso, à diabetes e ao risco de câncer.

7. Coma bastantes vegetais

Um estudo publicado em 2013 na revista científica Environmental Microbiology Reports mostrou que ter uma dieta baseada em vegetais, como as dietas vegetarianas, ajuda a reduzir os níveis de bactérias causadoras de doenças como a Escherichia coli, além de evitar processos inflamatórios e reduzir o colesterol.

Mesmo que você não seja vegetariano, vale a pena aumentar a ingestão de vegetais na sua dieta.

8. Tome antibióticos com cautela

Se você está doente e precisa tomar antibióticos, tenha certeza de que sua condição de saúde realmente está sendo causada por uma bactéria nociva que precisa ser combatida. Isso porque, muitas vezes, médicos acabam receitando antibióticos de maneira arbitrária, sem investigar mais a fundo a causa do problema.

Além de criar bactérias super-resistentes que são um perigo para a nossa saúde e para a saúde das próximas gerações, o uso frequente de antibióticos pode causar a morte de bactérias saudáveis presentes na flora bacteriana. Assim, é importante usar antibióticos com cautela e apenas sob orientação médica.

9. Coma alimentos ricos em polifenóis

Os polifenóis são compostos antioxidantes encontrados em muitos alimentos e bebidas como o chá verde, o vinho tinto, o azeite, os grãos integrais e o chocolate amargo. Esse tipo de alimento é decomposto pelo nosso microbioma para ajudar a estimular o crescimento bacteriano saudável.

Assim, mantendo uma dieta nutritiva, contendo alimentos ricos em fibras, é possível manter a flora bacteriana em perfeito funcionamento. Além de tornar sua flora bacteriana menos diversificada, uma alimentação rica em gordura, açúcar e alimentos industrializados pode matar algumas espécies de bactérias saudáveis e aumentar a quantidade de bactérias nocivas à saúde.

Dessa forma, a alimentação adequada é a chave para evitar uma flora bacteriana aumentada, problemas intestinais e o desenvolvimento de outras doenças. Inclua mais legumes, frutas, cereais integrais e alimentos fermentados para garantir uma boa diversidade de micro-organismos benéficos para a saúde e indispensáveis para uma boa digestão e para uma boa saúde em geral.

Referências adicionais:

Você já foi diagnosticado com a flora bacteriana aumentada? Que tipo de tratamento e recomendações o médico passou? Comente abaixo!

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Natália Oliveira

Natália Oliveira, apaixonada pelo universo Fitness feminino e toda magia que envolve "SER MULHER". Secretária Executiva, esposa e empreendedora digital.

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