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10 Alimentos Cancerígenos Perigosos para Saúde

O câncer é uma das doenças que mais matam em todo o mundo e o seu desenvolvimento pode ser causado por diversos fatores, dentre eles a exposição a toxinas, deficiências nutricionais, genética e também uma dieta nutricionalmente pobre.

A alimentação é tão relevante que muitas evidências indicam que certos hábitos podem aumentar ou diminuir as chances de desenvolver a doença, e que simples mudanças podem diminuir em 30% e 50% os riscos de ter qualquer tipo de câncer.

Se você pretende eliminar da dieta os alimentos cancerígenos que são considerados perigosos para a saúde, não deixe de ler este artigo, pois relacionaremos aqui quais são, e por qual motivo eles são prejudiciais.

Alimentos cancerígenos

A qualidade da dieta tem uma forte ligação com a boa saúde e também com a capacidade de prevenir ou causar o câncer. Embora não existam provas, muitos estudos observacionais apontam frequentemente que o alto consumo de certos alimentos pode aumentar significativamente a probabilidade de desenvolver a doença.

Então, a melhor coisa é evitar ou eliminar totalmente da sua dieta esses prováveis alimentos cancerígenos. Confira:

1. Açúcar

O açúcar faz parte da dieta de milhões de brasileiros, mas seu consumo é motivo de preocupação. Além de contribuir com o ganho de peso, diabetes, doenças cardíacas e obesidade, o alto consumo de açúcar adicionado também tem sido associado ao aumento do risco de desenvolvimento de câncer.

O motivo pelo qual isso acontece pode estar relacionado ao fato das dietas ricas em açúcar aumentarem a inflamação no corpo, um fato que pode deixar o organismo resistente à insulina e a longo prazo estimular o crescimento de células anormais que podem se tornar cancerígenas.

Embora a maioria das pesquisas sobre a ligação entre açúcar e câncer esteja em andamento, algumas já evidenciaram esses fatos. Por exemplo, um estudo realizado com mais de 430.000 pessoas apontou que o consumo adicional de açúcar estava positivamente associado a um risco aumentado de câncer de esôfago, câncer pleural e câncer de intestino delgado.

Outro estudo que analisou a dieta de mulheres mostrou que aquelas que consumiam pães doces e biscoitos mais de três vezes por semana, apresentaram 1,42 vezes mais chances de desenvolver câncer endometrial.

2. Farinha de trigo

A farinha de trigo é um tipo de carboidrato refinado, um alimento pobre em fibras e nutrientes. Quando consumida, ela eleva os níveis de açúcar no sangue, e acredita-se que ter níveis mais altos de glicose e do hormônio insulina seja fatores de risco para o câncer.

Estudos mostraram que a insulina pode estimular a divisão celular, facilitando o crescimento e disseminação das células cancerígenas, o que torna o processo de eliminação muito mais difícil. Outro aspecto negativo dos altos níveis de insulina e glicose no sangue é que eles podem contribuir com a inflamação no corpo.

Quando analisamos as evidências científicas, percebemos que existem relatos de pesquisadores mostrando que uma dieta que causa a elevação dos níveis de glicose no sangue está associada a um aumento do risco de vários tipos de câncer, incluindo câncer de estômago, mama e colorretal.

Um grande estudo realizado com 47.000 adultos mostrou que aqueles que mantinham uma dieta rica em carboidratos refinados tinham quase duas vezes mais chances de morrer de câncer de cólon, se comparados com aqueles cuja dieta era pobre em carboidratos refinados.

Pode ser essa a razão pela qual as pessoas com diabetes têm um risco aumentado de certos tipos de câncer, pois essa doença é caracterizada por níveis elevados de glicose e insulina no sangue. Por exemplo, o risco de câncer colorretal é 122% maior em pessoas com diabetes.

3. Carnes processadas

As carnes processadas são classificadas pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer como alimentos cancerígenos, e as carnes vermelhas como algo que provavelmente causa câncer. Muitas bases científicas contribuem com essa afirmação, pois alguns estudos observacionais definiram uma ligação entre o consumo de carne processada e o aumento do risco de câncer.

A carne processada é aquela que passa por um processo em que aditivos como nitratos e sódio são adicionados para preservar o sabor, cor e prolongar a sua vida útil. As mais comuns são linguiças, salsichas, presunto, bacon, chouriço, salame e algumas carnes frias.

Uma grande revisão de estudos observou que consumidores de grandes quantidades de carne processada tinham um risco de 20 a 50% maior de desenvolver câncer colorretal, em comparação com pessoas que comiam muito pouco ou nenhuma carne processada.

Já uma revisão de mais de 800 estudos evidenciou que apenas 50 gramas de carne processada, ingeridas diariamente elevaram em 18% o risco de câncer colorretal. Isso equivale a 4 fatias de bacon ou uma salsicha.

4. Alimentos excessivamente cozidos

A maioria dos alimentos passa por um preparo antes de serem consumidos. Geralmente eles são grelhados, fritos, refogados ou assados, processos que se forem excessivos podem produzir compostos prejudiciais como aminas heterocíclicas e produtos finais de glicação avançada.

O acúmulo excessivo desses compostos prejudiciais pode viabilizar a inflamação e ter um papel no desenvolvimento de câncer e outras doenças.

Além disso, esses alimentos podem conter acrilamida, uma substância encontrada na fumaça do cigarro e também em processos industriais, como a fabricação de corantes e plásticos. A acrilamida se forma principalmente em alimentos ricos em amido, como pão, bolachas, bolos e batatas, quando eles são cozidos por longos períodos em altas temperaturas.

A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer classificou a acrilamida como um “provável carcinógeno humano”, e a atribuição foi feita considerando os dados que mostram que ela pode aumentar o risco de alguns tipos de câncer em animais de laboratório. Os alimentos cancerígenos que contêm acrilamida são aqueles cozidos a uma temperatura superior a 150° C, o que faz com que os açúcares e o aminoácido asparagina criem a substância.

5. Pipoca de micro-ondas

A ligação entre a pipoca de micro-ondas e o câncer não está relacionada diretamente à pipoca, mas sim a um produto químico usado no revestimento antiaderente do interior das embalagens. Durante o preparo ele se decompõe, produzindo um composto chamado ácido perfluorooctanoico, e seu principal papel é evitar que o óleo escorra pelo saco de pipoca. Também é durante o preparo que esses produtos químicos entram na pipoca, e quando você come, ele entra na corrente sanguínea e pode permanecer em seu corpo por muito tempo.

Especialistas apontam que é possível encontrar o ácido perfluorooctanoico no sangue de muitas pessoas. Por exemplo, 98% dos americanos já apresentam um resultado positivo para o produto químico no sangue, e ele tem sido associado ao aumento do risco de certos tipos de câncer, incluindo câncer de fígado e próstata.

A FDA conduziu uma análise com várias fontes de ácido perfluorooctanoico, incluindo sacos de pipoca de micro-ondas e panelas antiaderentes. Os resultados mostraram que a embalagem de pipoca de micro-ondas poderia representar mais de 20% dos níveis médios dessa substância química no sangue dos americanos.

6. Leite e laticínios

O leite de vaca é um alimento rico em estrogênios naturais, e eles podem ser até 100.000 vezes mais potentes do que os estrógenos ambientais. A principal razão está ligada à forma de produção atual, pois os produtores ordenham as suas vacas por pelo menos 300 dias por ano, e boa parte desse tempo elas estão prenhas (grávidas).

À medida que a gestação avança, o teor de estrogênio do leite aumenta – por exemplo, na reta final o leite pode conter até 33 vezes mais estrogênio do que o leite de vacas que não estão grávidas.

Segundo um pesquisador de Harvard chamado Ganmaa Davaasambuu, a ingestão de estrogênios naturais de vacas no leite pode estar ligado a maiores chances de cânceres de mama, próstata e testículos em humanos. Todos esses são tumores dependentes de hormônios, o que significa que eles precisam de hormônios sexuais para se desenvolver, e o fato do leite conter pode trazer o cenário perfeito para eles se desenvolverem.

Um estudo que comparou a o número de casos de câncer relacionados à dieta em 42 países mostrou uma forte ligação entre o consumo de leite e queijo e a incidência de câncer testicular entre homens de 20 a 39 anos. Os resultados mostraram que as estatísticas foram maiores em países cujo consumo era mais alto, e mais baixos onde as pessoas comem menos laticínios.

7. Álcool

O álcool é o causador de muitas doenças, e quando o assunto é câncer ele também pode interferir. O álcool é classificado como “carcinógeno do grupo 1”, o que significa que, como a carne processada, a evidência de que ele pode estar ligado ao câncer é extremamente forte.

Ele é conhecido por aumentar o risco de aproximadamente sete tipos de câncer, que são: boca, faringe, laringe, esôfago, mama, fígado e intestino. Porém, ainda que seja comumente apontado como um dos alimentos cancerígenos, o porquê dele desencadear essa condição ainda não está bem compreendido.

Diante da falta de esclarecimento sobre a ligação, pesquisadores do Laboratório de Biologia Molecular da MRC em Cambridge, Reino Unido, decidiram se concentrar em estudos com animais para obter uma relação mais clara.

Em uma das primeiras abordagens do estudo, os pesquisadores forneceram álcool diluído a camundongos, analisando posteriormente os cromossomos e o sequenciamento de DNA para medir os danos causados pelo acetaldeído, um produto químico produzido quando o álcool é processado.

Após a análise, ficou confirmado que ele é capaz de danificar e romper o DNA nas células-tronco do sangue. Isso significa que ele pode aumentar as chances de câncer, considerando que alguns se desenvolvem devido a danos no DNA de células-tronco.

Outro aspecto a considerar é que o álcool desencadeia alguns mecanismos de proteção naqueles que o ingerem. Enzimas chamadas aldeído desidrogenases formam a primeira linha de defesa, e são responsáveis por converter o álcool em acetato.

Quando os pesquisadores compararam os ratos com e sem aldeído desidrogenases, eles perceberam que o álcool causou quatro vezes mais danos ao DNA, isso quer dizer que não ser capaz de processar o álcool de forma eficaz pode levar a um risco ainda maior de danos no DNA relacionados ao álcool e, portanto, certos tipos de câncer.

8. Refrigerante

O refrigerante não é listado como uma bebida saudável, pois seu valor nutricional é zero e a sua quantidade de calorias é grande. As pessoas que tomam refrigerantes regularmente são mais propensas ao sobrepeso e à obesidade, que também contribuem com muitos problemas de saúde. Diante desse cenário, existem também indícios de que o refrigerante esteja entre os alimentos cancerígenos, e algumas pesquisas realizadas já fizeram essa associação.

Durante oito anos, pesquisadores da Universidade de Melbourne e do Conselho de Câncer de Victoria estudaram 35.000 adultos que bebiam refrigerantes. Os resultados mostraram que aqueles que consumiam a bebida açucarada estavam em maior risco de desenvolver cânceres relacionados à obesidade.

Outro elemento prejudicial são os corantes artificiais inseridos. Por exemplo, um carcinógeno humano conhecido como 4-metilimidazole (4-MEI) é formado durante a fabricação do corante alimentício. Embora a maioria dos produtos não carregue quantidades significativas, os pesquisadores de segurança alimentar perceberam que vários continham mais do que a quantidade recomendada, e que isso pode representar um risco de câncer.

Também percebeu-se que as pessoas que bebiam dois ou mais refrigerantes açucarados por semana tinham um risco maior de desenvolver câncer de pâncreas do que aqueles que não o faziam, e que consumir bebidas açucaradas também pode aumentar o risco de câncer endometrial, de acordo com um estudo publicado pela Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

Além disso, o açúcar e o xarope de milho com alto teor de frutose têm demonstrado aumentar a inflamação, e isso pode viabilizar o desenvolvimento da doença. Durante um estudo realizado pela Universidade do Texas, os indivíduos alimentados com açúcar em quantidades significativas tiveram um crescimento de tumores de mama, que eventualmente se espalharam para os pulmões. Esse resultado foi atribuído, em parte, à inflamação.

9. Gorduras trans

As gorduras trans também são conhecidas como ácidos graxos trans. Elas são geralmente formadas quando óleos vegetais líquidos passam por um processo chamado hidrogenação, que adiciona hidrogênio para torná-los sólidos.

A nossa alimentação está repleta de muitos desses óleos. Os alimentos mais comuns e ricos em gorduras trans são os processados ​​e rápidos, como biscoitos, bolachas, salgadinhos, frituras e doces. Geralmente, elas são adicionadas a esses preparos para acrescentar sabor, forma e textura desejáveis, além de permitir que eles tenham uma validade muito mais longa.

Ainda que as gorduras trans tenham sido desenvolvidas para substituir as gorduras saturadas, uma pesquisa mostrou que elas também causam riscos para a saúde, entre eles o câncer.

Um estudo descobriu que comer muitas gorduras trans pode aumentar o risco de desenvolver câncer de mama. Aproximadamente 25 mil mulheres europeias participaram do estudo, e os resultados obtidos mostraram que as mulheres que apresentavam os níveis mais altos de gorduras trans no sangue eram duas vezes mais propensas a desenvolver câncer de mama ​​do que as mulheres com os níveis mais baixos de gordura trans.

Além disso, as gorduras trans podem levar à obesidade e a um estilo de vida menos saudável, fato que também está relacionado ao surgimento de doenças como o câncer.

Manter uma dieta saudável e balanceada, com baixo teor de gorduras saturadas e trans e alta em frutas e vegetais, pode beneficiar sua saúde geral e reduzir o risco de câncer de mama.

10. Alimentos enlatados

Assim como acontece com a pipoca, esses não são alimentos cancerígenos por si só, mas a condição está relacionada às suas embalagens. Especialistas descobriram que as latas contêm um composto químico chamado bisfenol (BPA) que pode afetar a saúde negativamente.

A exposição precoce ao BPA pode aumenta os riscos de desenvolver câncer de próstata, segundo pesquisa da Universidade de Illinois, em Chicago, feita pela professora de fisiologia Gail Prins. Ela observou a exposição diária ao BPA em modelos animais e descobriu que o efeito estrogênico que ele causa é capaz de “reprogramar” células-tronco e progenitoras da próstata.

Ao término do estudo, a professora implantou as células-tronco da próstata de doadores de órgãos masculinos mortos em camundongos, que formaram um tecido prostático humano. A partir daí, os camundongos receberam doses de BPA semelhantes às encontradas em estudos anteriores. Depois de um mês, sinais de câncer se desenvolveram em um terço dos camundongos alimentados com BPA, ou seja, três vezes mais do que os ratos que não receberam BPA.

Em um comunicado à imprensa, Gail Prins disse que “esta é a primeira evidência direta de que a exposição ao BPA durante o desenvolvimento, nos níveis que vemos no nosso ambiente diário, aumenta o risco de câncer de próstata no tecido da próstata humana”.

Considerações finais

Minimizar o consumo desses ditos alimentos cancerígenos é uma forma de diminuir os riscos da doença. É claro que alguns fatores não estão sob seu controle, mas a alimentação está. Sendo assim, foque em uma dieta mais saudável, contendo alimentos naturais e livres de ingredientes químicos e outros compostos nocivos.

Considere incorporar também outros hábitos saudáveis, como a prática de atividade física, pois assim você promoverá relevantemente a sua saúde e afastará ainda mais as chances de desenvolver o câncer e outras doenças.

Referências adicionais:

Você costuma consumir esses ditos alimentos cancerígenos com certa frequência? Pretende reduzir o consumo para evitar problemas de saúde no futuro? Comente abaixo!

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Natália Oliveira

Natália Oliveira, apaixonada pelo universo Fitness feminino e toda magia que envolve "SER MULHER". Secretária Executiva, esposa e empreendedora digital.

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